CONSEG - Nova Friburgo

Conselho Comunitário de Segurança de Nova Friburgo

CANDIDATA JAMILA CALIL – APRESENTA SUAS PROPOSTAS NA ÁREA DE SEGURANÇA NO CONSEG

A Candidata à Prefeitura Municipal, Dra. Jamila Calil e seu Vice, Uderson Meneguite, da coligação A Força do Povo, participaram de um café da manhã na Sede do CONSEG, nesta segunda-feira, 15 de setembro. Reunida a um grupo de diretores do CONSEG a candidata teve a oportunidade de tomar conhecimento de uma pauta de proposituras apresentada pelo CONSEG na área de segurança e ainda apresentar suas propostas e metas sobre a questão.
O objetivo principal foi dar conhecimento a Candidata do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Conselho e das preocupações que se observam quanto à problemática da segurança.
Foi feita uma breve apresentação pelo Coordenador da Câmara Técnica de pesquisas, Antônio Carlos Cordeiro, sobre o Diagnóstico da Violência, estudo contratado pelo CONSEG que visa à produção de um Plano Municipal de Segurança. A candidata pode ainda ouvir os anseios dos representantes de Entidades presentes sobre questões que envolvem a boa administração de nosso município, questões tais como a prevenção ao uso de drogas, os cuidados com a criança e o adolescente, apresentado por Dr. Salomão Bernstein, a dramática situação da Carceragem apontada por Myrthes Godoy além de outros assuntos.
A participação da Dra. Jamila e do Prof. Uderson foi de extrema pontualidade no que se refere ao conhecimento das necessidades do município na área da segurança e no apontamento de propostas e metas, inclusive de parcerias para que situações como o crescimento da violência possa ser diretamente tratado como de principal relevância pelo próximo governante.
Estiverem presentes no encontro os seguintes participantes:
Zury Alvarez Maurer, Antonio Carlos Cordeiro, Rodrigo Guimarães, Myrthes Godoy, Júlio Cordeiro, Sérgio Seixas, Odézio Toledo, Jamila Calil, Uderson Meneguite, além da assessoria da candidata.

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Violência e Segurança foram temas do programa Idéias e Ideais

No último dia 25 de agosto, o CONSEG - Nova Friburgo participou do programa de televisão Idéias e Ideais, conduzido pela brilhante apresentadora, Janimary Pecci, exibido pela TV Zoom às 21 horas. Representando este Conselho estiveram o seu presidente, Zury Maurer e o Coordenador da Câmara Técnica de Prevenção ao Uso de Drogas, também Diretor Técnico do Instituto Girasol do Brasil,Dr. Salomão Bernstein.
O programa foi uma oportunidade para que os telespectadores pudessem conhecer um pouco mais do trabalho desenvolvido pelo CONSEG, sua representatividade em nosso município e do seu parceiro o lnstituto Girasol do Brasil.
O tema do programa foi “Como vencer as desigualdades sociais que colaboram para o aumento da violência e a impotência da sociedade ante a necessidade de viver com medo e em clausura”
Logo na abertura do programa foi exibido um vídeo, intitulado Tijolo, produzido pelo Conselho de Segurança de Maringá, instituição que foi exemplo para a fundação deste Conselho. O vídeo trazia o lado humanizado da questão da segurança, chamando a atenção para questão das crianças e dos aspectos que permeiam a questão da violência, uma temática que saiu do vídeo e deu norte ao programa foi, “a onde estão os homens que tem o dever e a obrigação de fazer, mudar essa realidade…”.
Dr. Salomão destacou que o vídeo é o retrato de nossa realidade, uma sociedade que enxerga seus problemas, porém que se mantém inerte e sem saber como lidar com eles de modo eficaz. Destacou a Terapia Comunitária do Dr. Adalberto Barreto, comprovadamente bem sucedida no Brasil e em países da Europa, capacitando a própria comunidade em seu contexto a solucionarem seus problemas, minimizando a violência.
Dr. Zury pode durante o programa destacar os aspectos da fundação do CONSEG e a motivação deste Conselho de atuar fazendo a ligação entre a comunidade e os órgãos de segurança, segundo Zury o CONSEG também tem dentre seus compromissos o de atuar como mediador entre os anseios na área de segurança e cidadania e pela integração de suas 38 instituição estar representando a população friburguense.
O CONSEG – Nova Friburgo agradece a apresentadora Janimary pela oportunidade de levar à público o trabalho desta Instituição tão jovem e que tanto tem ainda a contribuir por nossa cidade.

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Mundo Jurídico

Coluna no Jornal A Voz da Serra de 28/08/2008

Alzimar Andrade
O casamento, o ladrão e a lata velha

Existem casamentos que começam na delegacia. Nas festas juninas, por exemplo, uma das cenas mais esperadas é o casamento na roça, que retrata aquela cena estereotipada em que o delegado é uma das figuras centrais do evento. Pela tradição, estão presentes ao casório a noiva apaixonada, o noivo apavorado, o pai furioso e, claro, o delegado, servindo como uma espécie de incentivo ao noivo.
Existem também casamentos que terminam na delegacia. Estes não têm a menor graça, pois acontecem quando os ex-apaixonados trocam os beijos pelos tapas e o delegado se vê novamente envolvido na história.
Pois tivemos mais um casório com a participação do delegado. O episódio ocorreu no Rio de Janeiro, há pouco tempo. Em 29 de julho de 2006, Jackson Nunes Maia saiu de casa em seu velho Gol, para levar a vizinha até a Igreja São Jerônimo, no bairro de Coelho Neto. O motivo era o casamento da vizinha. Paramentada e feliz, a pobre moça viu a coisa desandar quando, ao chegar à porta da igreja, um ladrão os abordou e levou o carro de Jackson. Resultado: todo mundo foi parar na delegacia. Até o coitado do pároco, que serviu de testemunha. O que seria uma alegre festa de casamento se transformou num triste depoimento na delegacia. Mais uma vez, um casamento com a participação do delegado, porém, desta vez, provocado pela falta de segurança pública. Aliás, o próprio delegado da 40ª DP afirmou que há ocorrências diárias de crime no local, principalmente nos fins de semana.
Inconformado, Jackson decidiu entrar com uma ação na Justiça, culpando o estado pela falta de segurança. O estado alegou, na ocasião, não ser segurador universal e que não houve omissão específica. Há poucos dias, a 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça confirmou, por unanimidade de votos, a sentença prolatada pela juíza da 6ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que condenou o estado do Rio de Janeiro a pagar indenização no valor de R$ 13.100 a título de danos materiais a Jackson. Segundo o relator do recurso, desembargador Raul Celso Lins e Silva, realmente houve omissão do estado, uma vez que o fato foi confirmado por testemunhas e por agente policial, que informaram haver sempre inúmeras ocorrências no local. “Daí, afigura-se subjetiva a responsabilidade da administração pública, determinada pela teoria da culpa anônima ou falta do serviço”, afirmou o desembargador.
Ele explicou ainda em seu voto que os entes públicos, em regra, têm responsabilidade objetiva por força do disposto no artigo 37, parágrafo 6º, da Constituição Federal, que diz: “Para a indenização destes atos estranhos à atividade administrativa, observa-se o princípio geral da culpa civil, manifestada pela imprudência, negligência ou imperícia na realização do serviço público que causou ou ensejou o dano”.
A decisão cria um importante precedente. Se a omissão do estado na segurança o obrigar a indenizar todos os cidadãos que forem roubados, parece que teremos uma avalanche de ações, já que, neste estado, dá pra contar praticamente nos dedos os cidadãos que nunca sofreram um assalto.
Como a falta de segurança é uma espécie de praga que assola todo o país, o brasileiro já aprendeu a usar a criatividade para tentar salvar seu veículo. Não é incomum encontrarmos pelas ruas carros com trancas e correntes. Em Benfica, Rio de Janeiro, um cidadão acorrentou seu veículo a uma árvore, para tentar impedir o furto. No dia seguinte, quando voltou, lá estava o carro, devidamente acorrentado, porém, sem as quatro rodas.
Em outros estados, também temos exemplos de pessoas precavidas, que, com bom humor, tentam evitar os assaltos. Em Minas Gerais, uma moradora do bairro de Santa Teresa decidiu usar a criatividade para proteger o seu automóvel, um velho e querido Fiat 147. Em defesa do seu patrimônio, colou cartazes em todos os vidros do veículo com os seguintes dizeres: “Seu ladrão, favor não roubar; carro sem bateria; carro sem estepe, carro problemático. Obrigada pela atenção”.
Mesmo com o simpático aviso e com o estado deplorável do veículo, ela sofreu uma tentativa de furto. Não se sabe se o ladrão era analfabeto ou se não tinha senso de humor. Só que, num final surpreendente, o quase furto reverteu em lucro para a proprietária. No começo do mês, um assaltante ignorou a advertência e arrombou o veículo, o que não deve ter sido muito difícil. Só que, ao constatar o estado deplorável em que se encontrava o carro, o bandido foi embora sem levar nada. Pelo contrário. Deixou no assento do motorista uma nota de um real. Provavelmente por compaixão, para ajudar na reforma do automóvel. O ladrão pode ser analfabeto. Pode não ter senso de humor. Mas, convenhamos, é solidário.

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Prévia do diagnóstico da criminalidade é apresentada em reunião do Rotary

    O Rotary Club de Nova Friburgo realizou na quinta-feira, 24, com os demais Rotarys da cidade e o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), reunião sobre segurança pública, em que a socióloga e diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), da Universidade Candido Mendes, Julita Lengruber, apresentou um breve relato do trabalho que vem sendo realizado na elaboração do Diagnóstico da Criminalidade e Violência em Nova Friburgo. Representantes da imprensa, de organizações não-governamentais e os candidatos a prefeito Heródoto Bento de Mello e Olney Botelho participaram da reunião. A candidata Jamila Calil foi representada pelo presidente do PSB local, Glauber Braga.
    O diagnóstico foi contratado pelo Conseg e tem como objetivo nortear um plano de segurança pública para a cidade. “Há necessidade de um comprometimento dos candidatos com a segurança pública”, disse Zury Maurer, presidente do Conseg. Presidiu a reunião o empresário Antônio Carlos Celles Cordeiro, do Rotary Club Nova Friburgo, que explicou a finalidade do encontro de informar os mantenedores do Conseg sobre o trabalho que vem sendo realizado pela equipe do CESeC. “O objetivo é dar ao novo prefeito uma diretriz para a segurança no município”, frisou. Compuseram também a mesa, além de Zury Maurer e Julita Lengruber, Antônio Carlos de Souza (Rotary Caledônia) e Marcelo Góes Telles de Brito (Rotary Imperador).
    Em sua apresentação a socióloga Julita Lengruber mostrou uma Nova Friburgo com altos índices de criminalidade, maiores até que os encontrados na capital, guardadas as proporções do número de habitantes. Com vasto conhecimento na área de segurança – Julita foi diretora do sistema penitenciário do Rio e a primeira ouvidora de polícia do estado –, a palestrante descreveu uma cidade com problemas, mas com todos os recursos necessários para combater tal situação. “Queremos informar o que está sendo feito por nosso centro de estudos, mas gostaria de destacar que deve haver uma mudança no pensamento sobre segurança pública, trazendo para o município a responsabilidade na prevenção da violência”, destacou Julita, esclarecendo que o CESeC está fazendo apenas um diagnóstico, e não um plano de segurança pública. “Vamos dar as diretrizes, mas um plano de segurança viável requer um novo trabalho e deve ser feito com a participação da sociedade”, frisou.
    “Estamos na fase de recolhimento de informações e já entrevistamos cerca de 90 pessoas. Passamos também pelas secretarias municipais e comunidades, onde foram detectados altos índices de criminalidade. Tivemos acesso a dados oficiais da Justiça e estamos trabalhando com essas informações. Educadores de escolas municipais e entidades de diversos segmentos foram procurados e estão colaborando com o diagnóstico”, relatou Julita.
    Ela destacou o aumento do uso de drogas e álcool no município, o que vem colaborando com o tráfico organizado e o alto índice de violência doméstica. “Já constatamos a presença das facções Comando Vermelho, Terceiro Comando, ADA e até um ensaio de milícia na cidade. Outro problema encontrado e que precisa ser novamente discutido é a carceragem da 151ª DP”, ressaltou.
    O diagnóstico completo acerca da violência e criminalidade só será apresentado após as eleições. Segundo o antropólogo Nivio Caixeta, responsável pelos contatos feito pelo CESeC em Nova Friburgo, em poucas semanas já será possível iniciar a segunda fase do projeto, com a organização de todos os dados coletados ao longo dos meses.

    AVS 26/07/2008

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Polícia do Rio de Janeiro é a que mais mata no mundo

Nunca policiais fluminenses mataram tanto quanto neste ano. E se distanciaram ainda mais num ranking negativo: é a polícia que mais mata no mundo, como já mostravam dados de 2003. Um em cada cinco homicídios, como a execução do menino João Roberto, de 3 anos, no domingo, tem como autor um policial. Entre os Estados brasileiros e países que registram dados oficiais, os 1.195 autos de resistência - quando o agente alega ter matado em confronto - de 2003 já superavam todos os casos na Europa e na América do Norte.

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Em todas as divisões dos Estados Unidos, registraram-se 370 vítimas em ações policiais. Nem mesmo as forças sul-africanas, consideradas as mais violentas do mundo, chegaram perto dos colegas fluminenses no período - 681 vítimas. Só o Estado de São Paulo, com 756 registros, se aproximou. Na comparação com países europeus, havia um abismo. Duas pessoas foram mortas em confronto com a polícia francesa em 2003, mesmo número registrado no Reino Unido. Em Portugal, apenas uma pessoa morreu nesse período. Na América Latina, o líder negativo era a Argentina, mesmo assim com 288 vítimas.

No ano passado, porém, as diferenças entre paulistas e fluminenses se acentuaram. No Estado de São Paulo, houve 377 autos de resistência; no Rio, foram 1.330. Para piorar, o total de mortes em confronto registrados no Estado vizinho avançou 12% entre janeiro e abril deste ano (502 autos de resistência) em relação ao mesmo período do ano passado (449 casos). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Deputados prometem empenho pelo Diagnóstico da Violência e Criminalidade em Nova Friburgo

Os deputados estaduais Olney Botelho e Rogério Cabral participaram de reunião na sede do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), quando tomaram conhecimento do andamento dos trabalhos para a realização do Diagnóstico da Violência e Criminalidade em Nova Friburgo, que poderá resultar no 1º Plano de Segurança Municipal de Nova Friburgo, a partir do envolvimento do Centro de Estudos da Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes (CeSec) como realizador do diagnóstico e da importante participação que os deputados deverão ter para a composição deste estudo. Na discussão em torno do assunto estiverem presentes Zury Alvarez Maurer, Antonio Carlos Celles Cordeiro, Rodrigo Guimarães, Myrthes Godoy, Júlio Cordeiro, Sérgio Seixas, Odézio Toledo, o antropólogo Nívio Caixeta (CESeC), Leonarda Musumeci (CESeC) e os assessores parlamentares dos deputados.
A apresentação do projeto aos deputados foi realizada pela coordenadora do CeSec, Leonarda Musumeci, que informou dados preliminares do Instituto de Segurança Pública (ISP) e da Secretaria de Saúde considerados desde já pelo CeSec como alarmantes e que, por si só, justificariam a produção do diagnóstico. A coordenadora enfatizou que qualquer dado ou resultado obtido com o diagnóstico não será divulgado antes das eleições, nem mesmo ao Conseg, sendo este um comprometimento do CeSec.
A participação dos deputados na reunião foi importante, já que, como representantes diretos do município junto ao governo estadual, podem auxiliar para que o processo de disponibilização de dados e aproximação com a própria Secretaria de Estado de Segurança, com o Instituto de Segurança Pública e as forças policiais ocorra de forma a engrandecer o trabalho realizado, transformando o diagnóstico num projeto por uma Nova Friburgo mais segura.
Olney Botelho parabenizou a participação da Universidade Candido Mendes e classificou o projeto como de toda a comunidade, “pois o que se vê é que, independente de partido ou posição política, a questão da segurança é preocupação de todos”, destacou o deputado, se comprometendo a intervir junto ao secretário estadual de Segurança com o deputado Rogério Cabral, a fim de se manifestarem favoravelmente à realização do diagnóstico.
Rogério Cabral reafirmou tal apoio, lembrando que a questão da segurança tem sido uma preocupação de seu mandato e até recentemente solicitou à Secretaria de Segurança a instalação de câmeras de monitoramento em Nova Friburgo. O deputado de imediato propôs que uma solicitação de informações fosse feita em conjunto com Olney, mostrando que o Legislativo é favorável à execução do diagnóstico.

AVS 19/06/2008
Reunião Conselho com os Deputados - PC310072 1

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Conseg apresenta na Câmara etapas do Diagnóstico da Violência

Diagnóstico da violência fica para outubro

    Representantes de vários órgãos e instituições de Nova Friburgo se reuniram na Câmara Municipal na noite da última quinta-feira, 5, para debater questões pertinentes à segurança no município. A reunião específica, solicitada pelo vereador Jorge Carvalho, apresentou as etapas de elaboração do Diagnóstico da Violência e Criminalidade em Nova Friburgo, projeto financiado pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) e realizado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes (CESeC), em parceria com o Instituto Sou da Paz, de São Paulo.
    O presidente da Câmara, Sérgio Xavier, abriu os trabalhos destacando que a proposta do encontro era buscar soluções para aumentar a segurança no município e para que a comunidade volte a ter tranqüilidade. O presidente do Conseg, Zury Maurer, agradeceu especialmente a Carlos Alberto Braga, presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Nova Friburgo (CCS/11), pela participação na reunião. “Nova Friburgo nos une a tudo”, frisou.
    Em seguida, Zury apresentou um breve currículo da diretora do CESeC, Julita Lemgruber, que é mestre em Sociologia e ocupou várias funções no sistema penitenciário estadual, tendo sido sua diretora geral no período de 1991 a 1994 e assessora técnica da então Secretaria Estadual de Justiça, além de membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça. Em 2000 ela foi a primeira ouvidora de polícia do estado do Rio, ano em que também fundou o CESeC. “É uma pessoa mais do que credenciada para realizar esse diagnóstico”, elogiou Zury.

    Estudo só será divulgado em outubro, após eleições
    A reunião prosseguiu com a apresentação do trabalho técnico realizado pelo CESec e Instituto Sou da Paz, para elaboração do Diagnóstico da Violência e Criminalidade. A primeira etapa do trabalho levantou o número de homicídios, roubos e furtos ocorridos nos últimos anos na cidade, comparando-o com dados de demais municípios do interior e da Região Serrana. “É uma situação que requer atenção, mas Nova Friburgo tem tudo para virar o jogo”, disse Julita, destacando seu contentamento por realizar um trabalho na terra de seus antecessores.
    O trabalho de campo começou no último dia 19 e busca entender um pouco mais sobre a organização social da cidade. Para isso foram ouvidas entidades como Ser Mulher, Apae, Casa da Criança, Anastácia, Centro de Referência da Mulher, Projeto Solução e Instituto Girasol, entre outros. “Também tivemos um contato muito proveitoso com o coronel Robson Santos, do 11º BPM; o delegado da 151ª DP, Flávio Narciso; o diretor do Fórum, dr. Ronaldo Leite Pedrosa; as promotoras de justiça Aline Palhano Rocha e Caren Villardi e o repórter Daniel Cunta, de A VOZ DA SERRA”, explicou Julita, que aguarda agora audiência com a prefeita Saudade Braga.
    Inicialmente previsto para ser concluído em 90 dias, o diagnóstico só será entregue após o pleito municipal de outubro. “Só divulgaremos esse resultado depois das eleições, para que não seja utilizado com finalidade política”, explicou Julita, que estava acompanhada do antropólogo Nívio Caixeta do Nascimento e da pesquisadora Leonarda Musumeci, integrantes da equipe do CESeC.
    A reunião prosseguiu com uma série de discursos sobre questões relativas à segurança do município, como a implantação da Casa de Custódia, a melhoria das instalações da delegacia de polícia e a importância dos trabalhos sociais voltados para as crianças e adolescentes. Estes foram os pontos principais dos discursos. Para Carlos Alberto Braga, a sessão foi uma oportunidade de promover um amplo debate entre a sociedade civil organizada e os especialistas do setor.

    Os participantes
    Estiveram presentes à reunião o delegado titular da 151ª DP, Flávio Narcizo; o coordenador regional da 7ª CRPI, delegado Alberto Thomaz; o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Salomão Bernstein; o coordenador do Projeto Solução, Carlos Eduardo Hespanha; a integrante da Pastoral Carcerária, Myrthes Godoy; o presidente da Acianf, José Alexandre Almeida; o diretor executivo da Ucam, Roosevelt Concy; a representante do grupo Anastácia, Therezinha Batista; o coordenador de Comunicação da Apae, Flávio Mello; o representante da AFL, Armindo Müller; o representante do Conselho Tutelar, Wanderley Patuely; e os assessores parlamentares Gustavo Barroso e Ronaldo Vanzilotta. Os dois primeiros presidentes do Conseg, Antônio Carlos Celles Cordeiro e José Carlos Alves, também participaram da sessão, que contou ainda com vários integrantes do Conseg, como o arquiteto Sérgio Seixas e os empresários Júlio Cordeiro e Odézio Toledo.

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Conseg inicia atividades do Diagnóstico da Violência e Criminalidade em Nova Friburgo

    O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Nova Friburgo recebeu na última semana a visita técnica do antropólogo Nivio Caixeta do Nascimento, do Centro de Estudos da Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes, instituição que, em parceria com o Conseg e Prefeitura, é a responsável pela realização do Diagnóstico da Violência e Criminalidade em Nova Friburgo. Nivio Caixeta é doutor em Antropologia Social pela Universidade de Brasília, onde também trabalhou como pesquisador e professor. Seus trabalhos como pesquisador focalizam principalmente a relação entre a polícia e as percepções culturais de segurança, lei e justiça, numa perspectiva comparativa. Durante os dez últimos anos ele tem estudado e pesquisado instituições policiais dos sistemas de justiça criminal brasileiro e canadense. Desde então, Nivio tem trabalhado e debatido esses temas com pesquisadores e acadêmicos, bem como com representantes de instituições governamentais, como o Instituto de Segurança Pública.
    O pesquisador, membro da equipe do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes (CESeC), esteve em Nova Friburgo entre os dias 19 e 30 de maio e realizou entrevistas preliminares para o diagnóstico. Segundo ele, essas pesquisas irão compor com dados estatísticos a serem levantados. As entrevistas representam o aspecto qualitativo do diagnóstico e são baseadas numa metodologia desenvolvida pelo Instituto Sou da Paz, que está prestando consultoria na realização do diagnóstico. O Sou da Paz é uma instituição considerada experiente na área de planos de segurança, tendo participado, por exemplo, do Plano de Segurança de Diadema (SP), que é referência na área. Neste primeiro momento o trabalho realizado pelo pesquisador objetiva entender um pouco mais acerca da organização social da cidade.
    Inicialmente foram ouvidas instituições como Apae, Centro de Referência da Mulher, Projeto Vida e Saúde, Instituto Girasol, A Voz da Serra, Ser Mulher, Grupo Amigos da Vida, Igreja Batista da Serra, Casa da Criança e do Adolescente e Anastácia. As entrevistas continuam e outras instituições e pessoas serão ouvidas para compor o diagnóstico, além de secretarias municipais e órgãos públicos. Para o antropólogo, verificar que a sociedade organizada, através de suas instituições, está se integrando em prol da questão tão relevante como a segurança pública, é uma tendência mundial, demonstrando o papel de atores sociais de toda comunidade.
    O CESeC recebeu a proposta do Conseg como um desafio e a parceria com o Instituto Sou da Paz representa o fortalecimento da proposta. Tanto o CESeC quanto a Ucam estão empregando profissionais de alto conhecimento na área de segurança pública para realizar este diagnóstico, coordenados por Julita Lemgruber, mestre em Sociologia, ocupando diferentes funções no sistema penitenciário estadual, tendo sido sua diretora geral de 1991 a 1994 e ainda assessora técnica do secretário de estado de Justiça e membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça. Em 2000 ela foi a primeira ouvidora de polícia do estado do Rio e desde abril do ano 2000 é diretora do CESeC/Ucam.
    Nivio reafirmou que o desafio principal é construir uma proposta entendendo a realidade local, ao invés de apresentar um trabalho pronto. Por isso é importante a participação e colaboração de toda a sociedade nessa trajetória. O cidadão ou instituição que quiser entrar em contato ou participar com informações ou sugestões pode comparecer à sede do Conseg, na Rua Henrique Zamith 12, Centro (próximo à Casa dos Pobres); entrar em contato pelo telefone (22) 2522-3582; ou ainda pelo e-mail consegnf@gigalink.com.br. Para conhecer um pouco mais do trabalho do Conseg visite www. consegnf.org.br.

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Apagão Carcerário

Na primeira reportagem da série especial sobre o sistema carcerário brasileiro, você vai ver o retrato de uma estrutura falida, insegura e malcheirosa.
Se o retrato do que acontece atrás das grades de uma prisão é o espelho de uma sociedade, o Brasil pode entender a barbárie da qual se queixa nas ruas. Dentro das cadeias é ainda pior, conforme você acompanha na nossa série especial de reportagens “Apagão Carcerário”.
Em várias partes do Brasil nossas equipes de reportagem mergulharam num sistema que parece funcionar apenas para perpetuar o horror, e que torna quase impossível pensar na recuperação de quem entrou nele.
“Isso aqui é uma fábrica de doido, porque não tem espaço pra gente aqui”, declara um detento.
“A comida tá uma porcaria”, reclama outro preso.
“Um descaso, nós estamos largados à própria sorte”, alega outro detento.
Durante um mês e meio o Jornal da Globo acompanhou as investigações da CPI do Sistema Carcerário. Visitamos porões, corredores, pátios e celas de uma estrutura falida, insegura, malcheirosa… Um depósito de gente. O Brasil tem 422 mil presos. São necessárias mais 185 mil vagas.
“Só vejo grades, paredes, até muralhas, mas meu pensamento eles nunca atrapalham”, canta o rapper Osmildo Santos, preso por assassinato no Instituto Penal Paulo Sarasate, na região metropolitana de Fortaleza. No presídio a polícia descobriu em fevereiro deste ano, um túnel de 45 metros, faltou pouco para os presos alcançarem o lado de fora.
“O mundão aí fora, as crianças, os jovens, estuda. Não queira vir pra cá não, porque aqui é o inferno”, alerta Osmildo Andrade Santos, preso.
O inferno nesta penitenciária tem um apelido, Selva de Pedra: uma ala onde ficam os presos mais perigosos do estado. O aparato de segurança tem uma explicação: a polícia foi informada de que haveria uma arma de fogo com os detentos.
Minutos depois da saída da equipe do JG, dois presos foram assassinados lá dentro com pedaços de ferro. Um deles estava com um cadeado na boca. Um recado macabro para quem, na lei do crime, fala demais.
Em 2007, segundo o Ministério da Justiça, 1048 presos morreram dentro de cadeias e presídios brasileiros. Já para a CPI do Sistema Carcerário, o número é maior: 1250 mortos no ano passado.
A média é de três mortes por dia. O presídio Urso Branco, em Porto Velho é um exemplo dessa violência. O local ficou famoso no mundo todo por causa das cenas de horror nas rebeliões de 2002 e 2004.
Nos últimos cinco anos, mais de 100 presos foram assassinados dentro da cadeia. A maioria vítima de colegas de cela, que usaram o chucho, uma faca artesanal, para cometer o crime. Mas em dezembro do ano passado, um agente penitenciário foi surpreendido ao fazer uma revista. Ele levou um tiro no peito e morreu. Os presos estavam com dois revólveres dentro da cela.
A reação da polícia deixou marcas. Dois presos foram mortos. O responsável por entregar as armas aos detentos, um outro agente penitenciário que acabou preso. Um ato que provocou mortes e um sentimento de revolta.
“Revolta porque ele não só colocou a vida dos companheiros, ele colocou todo mundo em risco de vida”, declara Wildney Jorge de Lima, diretor geral do Urso Branco.
Estar na cadeia é correr riscos - seja preso, funcionário, policial ou visita. A dentista só concorda em tratar do paciente se ele estiver algemado. Para o detento, ficar numa ala dominada por uma facção rival é ser vizinho da morte.
“Se eles souberem da gente, eles vão cortar nossa cabeça, então a gente corre perigo e nossos familiares não estão sabendo disso e nós precisamos sair daqui”, fala um detento.
O perigo é real diz um agente penitenciário que pediu para não ser identificado. Ele conta que já viu diretor de presídio, por medo ou vingança, ordenar a transferência de preso para uma cela onde o detento só tem inimigos.
“O cara chora, diz pelo amor de Deus. Mas a gente bota lá dentro. É determinação lá de cima. No outro dia o cara tá morto. Já aconteceu, acontece e vai continuar acontecendo”, conta o carcereiro.
A Comissão de Diretos Humanos da Câmara dos Deputados recebeu em 2007, 60 denúncias de violência contra presos.
“A gente não pode olhar pra eles, pedir uma regalia aqui, ou então uma melhoria, eles tiram a gente, às vezes, algemado e espanca lá fora”, conta um detento.
O agente penitenciário diz que os espancamentos são comuns e explica por quê. “Hoje uma cadeia superlotada, se não tiver, é até contraditório isso, mas se não tiver porrada, tem rebelião. Se você não quebrar os presos, eles vão vir pra cima de ti e vão te quebrar. Então é a sobrevivência do mais forte. Ou tu é a caça ou é o caçador”, alega.
Em Minas Gerais nos deparamos com a imagem do caos, que no local atende pelo nome de cadeia pública. Flagramos as celas abarrotadas. Em um distrito policial, em Contagem, no dia da visita da equipe do JG, 34 homens dividiam o espaço que seria para no máximo 15.
“Tem dois meses que a gente tá aqui e não recebe nenhuma visita”, fala o preso.
Na maioria das cadeias públicas do país, para dormir só revezando.
“Metade em pé, metade deitada, porque tem 21 presos onde cabe seis”, fala o detento.
Na penitenciária de Florianópolis, Santa Catarina, a saída para a superlotação foi colocar os presos em contêineres com vigilância reforçada.
Em Fortaleza, a campeã de reclamações é a comida. Presenciamos o almoço servido em sacos plásticos.
“De repente eles sumiram com os vasilhames deles. Nós não sabemos a razão e o porquê, e para que eles não fiquem sem alimentação, a gente fornece então o tal do saquinho”, explica Terezinha Barreto, vice-diretora IPPS.
Nos bastidores, a polícia disse saber por que os presos ficam com os pratos de plástico. Para derreter e fabricar facas artesanais.
Em um pavilhão do presídio central de Porto Alegre as celas não tem grades. Foram arrebentadas pelos presos. Para evitar rebeliões, a brigada militar dosa repressão e concessão. Ventiladores, televisores e geladeiras fazem parte do acordo.
“É muito na relação de confiança. Nós temos uma superlotação. Se o preso não incomoda, faz tudo aquilo que é determinado pelas normas legais, pelas normas da administração, não tem porque não fornecer”, alega o Tenente Cel. Éden, diretor do Presídio Central. Cada preso no Brasil custa R$ 1.600 por mês aos cofres públicos. É bem mais do que ganha um agente prisional em Goiás, que precisou comprar as algemas, porque o estado não fornece.
“Meu salário é R$ 640 líquido, o contrato nosso é de R$ 700”, conta Humberto Stefan, vigilante penitenciário.
“É um sistema falido, caótico, precário, terá muita dificuldade de recuperar um sequer”, diz o deputado Neucimar Fraga, presidente da CPI do Sistema Carcerário.
“O produto que sai do presídio é um individuo que está maximizado na carreira do crime, ele já aprendeu a praticar o crime e ele sabe que não ficará muito tempo preso. Isso foi a falência do sistema penal a longo prazo e é o problema que nós enfrentamos hoje“, fala Marcio Christino, promotor de Justiça Criminal – SP.
É nesse ambiente que Padre Marco fala de paz e amor há mais de 12 anos.
Questionado sobre se é difícil falar de Deus na cadeia, o padre Marco Pacerini, coordenador Pastoral Carcerária diz: “Acho que é mais difícil falar de Deus fora da cadeia, falar de Deus para os juízes que falam em nome de Deus, falar de Deus para os desembargadores que falam em nome de Deus, para a sociedade que enche a boca de Deus, para os evangélicos, os católicos e que deixam acontecer esse desrespeito à pessoa humana. A minha dificuldade é falar de Deus, de justiça, lá fora, não é aqui dentro não”.
O segundo distrito policial de Contagem, que aparece superlotado na reportagem, foi desativado pela secretaria de Defesa Social de Minas Gerais, depois da nossa visita e está passando por reformas. Os 114 detentos foram transferidos para outras unidades.

Matéria exibida no Jornal O Globo de 26 e 27 de maio de 2008.

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