CONSEG - Nova Friburgo

Conselho Comunitário de Segurança de Nova Friburgo

Arquivo de Julho de 2008

Prévia do diagnóstico da criminalidade é apresentada em reunião do Rotary

    O Rotary Club de Nova Friburgo realizou na quinta-feira, 24, com os demais Rotarys da cidade e o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), reunião sobre segurança pública, em que a socióloga e diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), da Universidade Candido Mendes, Julita Lengruber, apresentou um breve relato do trabalho que vem sendo realizado na elaboração do Diagnóstico da Criminalidade e Violência em Nova Friburgo. Representantes da imprensa, de organizações não-governamentais e os candidatos a prefeito Heródoto Bento de Mello e Olney Botelho participaram da reunião. A candidata Jamila Calil foi representada pelo presidente do PSB local, Glauber Braga.
    O diagnóstico foi contratado pelo Conseg e tem como objetivo nortear um plano de segurança pública para a cidade. “Há necessidade de um comprometimento dos candidatos com a segurança pública”, disse Zury Maurer, presidente do Conseg. Presidiu a reunião o empresário Antônio Carlos Celles Cordeiro, do Rotary Club Nova Friburgo, que explicou a finalidade do encontro de informar os mantenedores do Conseg sobre o trabalho que vem sendo realizado pela equipe do CESeC. “O objetivo é dar ao novo prefeito uma diretriz para a segurança no município”, frisou. Compuseram também a mesa, além de Zury Maurer e Julita Lengruber, Antônio Carlos de Souza (Rotary Caledônia) e Marcelo Góes Telles de Brito (Rotary Imperador).
    Em sua apresentação a socióloga Julita Lengruber mostrou uma Nova Friburgo com altos índices de criminalidade, maiores até que os encontrados na capital, guardadas as proporções do número de habitantes. Com vasto conhecimento na área de segurança – Julita foi diretora do sistema penitenciário do Rio e a primeira ouvidora de polícia do estado –, a palestrante descreveu uma cidade com problemas, mas com todos os recursos necessários para combater tal situação. “Queremos informar o que está sendo feito por nosso centro de estudos, mas gostaria de destacar que deve haver uma mudança no pensamento sobre segurança pública, trazendo para o município a responsabilidade na prevenção da violência”, destacou Julita, esclarecendo que o CESeC está fazendo apenas um diagnóstico, e não um plano de segurança pública. “Vamos dar as diretrizes, mas um plano de segurança viável requer um novo trabalho e deve ser feito com a participação da sociedade”, frisou.
    “Estamos na fase de recolhimento de informações e já entrevistamos cerca de 90 pessoas. Passamos também pelas secretarias municipais e comunidades, onde foram detectados altos índices de criminalidade. Tivemos acesso a dados oficiais da Justiça e estamos trabalhando com essas informações. Educadores de escolas municipais e entidades de diversos segmentos foram procurados e estão colaborando com o diagnóstico”, relatou Julita.
    Ela destacou o aumento do uso de drogas e álcool no município, o que vem colaborando com o tráfico organizado e o alto índice de violência doméstica. “Já constatamos a presença das facções Comando Vermelho, Terceiro Comando, ADA e até um ensaio de milícia na cidade. Outro problema encontrado e que precisa ser novamente discutido é a carceragem da 151ª DP”, ressaltou.
    O diagnóstico completo acerca da violência e criminalidade só será apresentado após as eleições. Segundo o antropólogo Nivio Caixeta, responsável pelos contatos feito pelo CESeC em Nova Friburgo, em poucas semanas já será possível iniciar a segunda fase do projeto, com a organização de todos os dados coletados ao longo dos meses.

    AVS 26/07/2008

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Polícia do Rio de Janeiro é a que mais mata no mundo

Nunca policiais fluminenses mataram tanto quanto neste ano. E se distanciaram ainda mais num ranking negativo: é a polícia que mais mata no mundo, como já mostravam dados de 2003. Um em cada cinco homicídios, como a execução do menino João Roberto, de 3 anos, no domingo, tem como autor um policial. Entre os Estados brasileiros e países que registram dados oficiais, os 1.195 autos de resistência - quando o agente alega ter matado em confronto - de 2003 já superavam todos os casos na Europa e na América do Norte.

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Em todas as divisões dos Estados Unidos, registraram-se 370 vítimas em ações policiais. Nem mesmo as forças sul-africanas, consideradas as mais violentas do mundo, chegaram perto dos colegas fluminenses no período - 681 vítimas. Só o Estado de São Paulo, com 756 registros, se aproximou. Na comparação com países europeus, havia um abismo. Duas pessoas foram mortas em confronto com a polícia francesa em 2003, mesmo número registrado no Reino Unido. Em Portugal, apenas uma pessoa morreu nesse período. Na América Latina, o líder negativo era a Argentina, mesmo assim com 288 vítimas.

No ano passado, porém, as diferenças entre paulistas e fluminenses se acentuaram. No Estado de São Paulo, houve 377 autos de resistência; no Rio, foram 1.330. Para piorar, o total de mortes em confronto registrados no Estado vizinho avançou 12% entre janeiro e abril deste ano (502 autos de resistência) em relação ao mesmo período do ano passado (449 casos). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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